terça-feira, 12 de setembro de 2017

Me tornando uma Psicóloga

   Quando somos adolescentes, a pergunta que não quer calar, o que quero ser?
Se analisarmos no sentido de vida, o SER, já somos, desde que nascemos, já nascemos completos. Mas nessa fase, pensamos que temos que nos inserir no mercado de trabalho, que para sermos alguém precisamos de uma profissão e com uma ajuda social nada amigável, começamos a entender e a ver as profissões: "boas"e as "ruins" ou as que nos fazem felizes, e as que não nos fariam bem, as que trazem mais dinheiro e as que não são tão valorizadas.
   Nessa miscelânea de pensamentos e opções escolhemos de acordo com tudo que conseguimos filtrar de um mundo complexo (interior e exterior) se misturando para tomar uma decisão que é para o resto da vida. A minha escolha profissional se deu em meio a esse caos de desejos, pensamentos, vontades, valores e realizações.
   Eu filtrei as profissões de humanas, entre, antropologia, sociologia e psicologia, eu optei por seguir uma área que fosse mais abrangente que pudesse somar tanto na educação, na saúde quanto para a sociedade de modo geral e específico com programas governamentais. E é claro que não pensei desse jeito. Á unica coisa que pensei foi: quero ajudar as pessoas. E ai me surgiu o "como?".
   Percebia a psicologia como uma profissão linda, a qual, me daria suporte necessário para ajudar as pessoas em um nível verdadeiro e sério. Entendia que eu precisava estudar muito para chegar a esse ponto.
   Mas quando meus amigos de ensino médio se deitavam sobre livros estudando para prestarem o vestibular me ocorreu que talvez eu devesse viver outras experiencias antes da faculdade. Foi onde, decidi ir para uma Ong e estive por lá dois anos prestando serviços comunitários. Foi uma experiência magnífica na minha vida e um divisor de águas. Cresci muito, tive vivências ali que levo na minha história como grandes lições de vida. Tudo parecia se encaixar perfeitamente no desejo de fazer a faculdade de psicologia.
   Após este período prestei vestibular para uma instituição na cidade mais próxima de onde eu residia, foi lá que optei por Psicologia. Ao passar no vestibular e começar a estudar me empenhei ao máximo para manter as notas boas, que ótimo, estava me saindo bem melhor que no ensino médio, mas durou um semestre. Logo comecei a trabalhar e meu rendimento já não era mais o mesmo. O cansaço das indas e vindas de uma hora de ônibus para ir e uma hora para voltar após um dia estressante de trabalho começaram a pesar.
   Com o tempo provas e trabalhos, amigos e saídas, xerox, xerox, xerox, xerox e mais xerox, estágios e TCC, conciliando tudo isso com trabalho e vida social pude aprender ainda mais assumir responsabilidade e a dar conta do que parecia ser impossível. Ao cansaço eu já tinha me adaptado, a rotina puxada já fazia parte de mim. Após quatro anos e meio de faculdade tudo já parecia muito bem encaminhado até que tive um incidente que me impossibilitou de estar na faculdade no último período o que quase me custou em trancar a faculdade, mas com ajuda da minha família, de grandes amigos e professores tudo deu certo.
   Nesse tempo, por muitas vezes eu pensava: "porque estou fazendo esse curso?" e sempre buscava em minha mente aquela vontade simples de ajudar as pessoas, isso era o que me motivava em todos os momentos. Então eu insistia mais um pouco, perdia mais uma noite de sono estudando e assim ia seguindo. A minha maior motivação era acreditar que ao me tornar psicóloga eu poderia ofertar as pessoas um serviço de qualidade e que atendesse as necessidades de cada um.
   Me formei com muito orgulho e satisfação em Dezembro de 2015. Passei alguns meses me adaptando a nova profissão, entendendo leis, regras e maneiras de se trabalhar efetivamente. Após dois meses de formada comecei a atender em uma clínica particular. Quando tive meu primeiro paciente foi algo incrível, pensei nossa como valeu todo sacrifício e esforço que fiz, hoje sei que sou capaz de ajudar uma pessoa. Esse paciente se tornou em outros e eu sempre mantive isso em mente o desejo de ajudar o próximo.
   Em Junho de 2016, tive o prazer de conhecer uma nutricionista que atendia na mesma clínica que eu. Conversamos, sonhamos juntas traçamos metas e objetivos e dali surgiu uma nova parceria. Foi onde me associei a empresa NPS Consultoria. Tive então, a oportunidade de atender pelo SUS e vê o quanto as pessoas careciam do meu cuidado, da minha atenção e de todo o conhecimento que eu tinha obtido em longos cinco anos. Foi gratificante e um momento muito especial na minha vida. Em Junho de 2017 findamos essa parceria. Hoje busco novos caminhos e oportunidades dentro da profissão para continuar ajudando as pessoas, sempre oferecendo o melhor do meu serviço.

       
     

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