segunda-feira, 2 de abril de 2018

Pedrão!

Hoje dia 02 de Abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo.
Para comemorarmos este dia compartilho com vocês um relato de uma Mãe.

A mamãe Viviane e o papai Peter são pais de duas lindas crianças a Sophia com 10 anos e o Pedro com 9 anos.


Pedro, Pedro, Pedro, aqui Pedro? Chamávamos várias vezes, e ele não respondia se quer olhava. Então, quando completou um ano e cinco meses que suspeitamos de problema de audição. Procuramos uma pediatra e passamos a ela esta informação. Fizemos todos os exames de audição e estava tudo ok. Fomos encaminhados para a neurologia. O Pedro também fazia movimento repetitivo com as mãos e estava seletivo para a comida.

Logo na primeira consulta com a Neuropediatra fechou o diagnóstico do Pedro com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesta ocasião ele estava com um ano e sete meses. Por não sabermos do que realmente se tratava ficamos atônitos. Sem saber direito o que fazer com a lista de terapias que a Neuropediatra recomendou (terapia ocupacional, fonoaudiólogo e psicomotricidade), além do Rivotril como medicação. Pensávamos que a situação do Pedro poderia se resolver em pouco tempo, mesmo sabendo da dificuldade que tínhamos na comunicação com ele. 

Após o diagnóstico, não me recordo ao certo como compartilhei essa notícia a minha família, mas não tivemos problemas em falar do autismo do Pedro. As pessoas assim como nos não tinham noção do que o Pedro tinha.

Com o tempo, estando nas terapias indicadas pela neuropediatra, o Pedro melhorou a parte comportamental, porém ainda hoje precisa a todo o momento ser direcionado. Ele é uma criança hiperativa, mas graças a Deus dorme bem as noites, mas novo ele até dormia mais do que hoje.

Para uma de nossas maiores alegrias ano passado (com 8 anos) ele começou a falar os primeiros vocábulos  “pa” para papai, “po” para pipoca, etc.... mas ainda não é de espontânea vontade, sempre estamos estimulando o Pedro para a fala. Por ele a comunicação se restringiria na condução das pessoas até o objeto do seu desejo, quando o Pedro quer pedir algo ele aponta ou te conduz até o objeto desejado. Após tentarmos várias medicações identificamos que no caso dele o uso não era mais necessário. Damos apenas melatonina para auxiliar no sono. O Pedro ainda tem dificuldade de interagir em uma brincadeira, mas agora receber carinho e cosquinha.

Comumente nos evitamos alguns locais. O Pedro tem comportamento de hiperatividade que fora de casa, o torna muito agitado pelo número de estímulo que encontra, chamando a atenção das pessoas. Como ele é uma criança linda se confunde com uma criança “neurotipica pirracenta”. Expondo ele é a nos também.  A sociedade precisa conhecer para chegar ao ponto de saber lidar com o TEA.

Ainda existe carência de informação. E existem muitas dúvidas entre os próprios profissionais que deveriam está nos orientando. Hoje já começamos algumas coisas, como workshops. Entretanto para quem não tem condição financeira fica inviável.  É necessário uma política pública que não se limite só nas leis, para não demorarmos tanto a sairmos do “ostracismo”. Mas se amarmos o próximo, certamente saberemos tratar as pessoas que tem autismo.

Aos pais que acabarem de receber esse diagnóstico, tenham fé! Acreditem que o seu filho pode se desenvolver. Assuma a frente dos tratamentos do seu filho. Saibam que o autismo é uma característica do seu filho e não um defeito.

Acreditem! Eu acredito e vejo o Pedro se impondo com as suas características na nossa família. Assim como a Sophia nossa outra filha que tem um olhar peculiar de amor com o Pedro. Eu espero que no futuro o Pedro possa desempenhar uma atividade laboral, mesmo que de forma dirigida e possa expressar os sentimentos e desejos.


Procure informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), com profissionais capacitados.

O simples gesto de aceitação começa com uma informação!



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Me tornando uma Psicóloga

   Quando somos adolescentes, a pergunta que não quer calar, o que quero ser?
Se analisarmos no sentido de vida, o SER, já somos, desde que nascemos, já nascemos completos. Mas nessa fase, pensamos que temos que nos inserir no mercado de trabalho, que para sermos alguém precisamos de uma profissão e com uma ajuda social nada amigável, começamos a entender e a ver as profissões: "boas"e as "ruins" ou as que nos fazem felizes, e as que não nos fariam bem, as que trazem mais dinheiro e as que não são tão valorizadas.
   Nessa miscelânea de pensamentos e opções escolhemos de acordo com tudo que conseguimos filtrar de um mundo complexo (interior e exterior) se misturando para tomar uma decisão que é para o resto da vida. A minha escolha profissional se deu em meio a esse caos de desejos, pensamentos, vontades, valores e realizações.
   Eu filtrei as profissões de humanas, entre, antropologia, sociologia e psicologia, eu optei por seguir uma área que fosse mais abrangente que pudesse somar tanto na educação, na saúde quanto para a sociedade de modo geral e específico com programas governamentais. E é claro que não pensei desse jeito. Á unica coisa que pensei foi: quero ajudar as pessoas. E ai me surgiu o "como?".
   Percebia a psicologia como uma profissão linda, a qual, me daria suporte necessário para ajudar as pessoas em um nível verdadeiro e sério. Entendia que eu precisava estudar muito para chegar a esse ponto.
   Mas quando meus amigos de ensino médio se deitavam sobre livros estudando para prestarem o vestibular me ocorreu que talvez eu devesse viver outras experiencias antes da faculdade. Foi onde, decidi ir para uma Ong e estive por lá dois anos prestando serviços comunitários. Foi uma experiência magnífica na minha vida e um divisor de águas. Cresci muito, tive vivências ali que levo na minha história como grandes lições de vida. Tudo parecia se encaixar perfeitamente no desejo de fazer a faculdade de psicologia.
   Após este período prestei vestibular para uma instituição na cidade mais próxima de onde eu residia, foi lá que optei por Psicologia. Ao passar no vestibular e começar a estudar me empenhei ao máximo para manter as notas boas, que ótimo, estava me saindo bem melhor que no ensino médio, mas durou um semestre. Logo comecei a trabalhar e meu rendimento já não era mais o mesmo. O cansaço das indas e vindas de uma hora de ônibus para ir e uma hora para voltar após um dia estressante de trabalho começaram a pesar.
   Com o tempo provas e trabalhos, amigos e saídas, xerox, xerox, xerox, xerox e mais xerox, estágios e TCC, conciliando tudo isso com trabalho e vida social pude aprender ainda mais assumir responsabilidade e a dar conta do que parecia ser impossível. Ao cansaço eu já tinha me adaptado, a rotina puxada já fazia parte de mim. Após quatro anos e meio de faculdade tudo já parecia muito bem encaminhado até que tive um incidente que me impossibilitou de estar na faculdade no último período o que quase me custou em trancar a faculdade, mas com ajuda da minha família, de grandes amigos e professores tudo deu certo.
   Nesse tempo, por muitas vezes eu pensava: "porque estou fazendo esse curso?" e sempre buscava em minha mente aquela vontade simples de ajudar as pessoas, isso era o que me motivava em todos os momentos. Então eu insistia mais um pouco, perdia mais uma noite de sono estudando e assim ia seguindo. A minha maior motivação era acreditar que ao me tornar psicóloga eu poderia ofertar as pessoas um serviço de qualidade e que atendesse as necessidades de cada um.
   Me formei com muito orgulho e satisfação em Dezembro de 2015. Passei alguns meses me adaptando a nova profissão, entendendo leis, regras e maneiras de se trabalhar efetivamente. Após dois meses de formada comecei a atender em uma clínica particular. Quando tive meu primeiro paciente foi algo incrível, pensei nossa como valeu todo sacrifício e esforço que fiz, hoje sei que sou capaz de ajudar uma pessoa. Esse paciente se tornou em outros e eu sempre mantive isso em mente o desejo de ajudar o próximo.
   Em Junho de 2016, tive o prazer de conhecer uma nutricionista que atendia na mesma clínica que eu. Conversamos, sonhamos juntas traçamos metas e objetivos e dali surgiu uma nova parceria. Foi onde me associei a empresa NPS Consultoria. Tive então, a oportunidade de atender pelo SUS e vê o quanto as pessoas careciam do meu cuidado, da minha atenção e de todo o conhecimento que eu tinha obtido em longos cinco anos. Foi gratificante e um momento muito especial na minha vida. Em Junho de 2017 findamos essa parceria. Hoje busco novos caminhos e oportunidades dentro da profissão para continuar ajudando as pessoas, sempre oferecendo o melhor do meu serviço.

       
     

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Normal X Comum

Paulo Vieira, escritor e conferencista internacional. Phd em Administração e professor da FCU (Florida Cristian University) trás em seu livro "O Poder da Ação" a ideia de uma vida NORMAL e uma vida COMUM.



      Ele diz, "a Neurociência mostra que nosso cérebro acaba por aceitar e até mesmo procurar o padrão que mais se repete. Quando nossa mente, buscando segurança e subsistência, compara nossa vida a telejornais, telenovelas, noticiários, filmes e a tudo que as cerca, nossa mente passa a acreditar que a média dos acontecimento, que de antemão, foram tão corriqueiros apresentados, são de fato normais, aceitáveis e até desejáveis. Então, depois de tantos e tão impactantes estímulos, temos um cérebro programado para procurar e produzir uma vida "normal" e conhecida tal qual os modelos aos quais fomos expostos. Assim, resta-nos viver uma vida medíocre sem questionamentos e sem maiores expectativas. Uma vida abaixo das nossas reais possibilidades e potenciais.

        Para ilustrar essa realidade imagine o seguinte caso:

      Um pai de família já contagiado e contaminado por esses estímulos negativos comunicado pelo mundo ao seu redor chega á casa exausto, cansado, estressado depois de dez horas de trabalho. Ao passar pela sala, um dos seus filhos que está ouvindo música acena para o pai apenas com um sutil levantar das sobrancelhas e nada mais. Na mesma hora, uma voz interna, chamada voz da consciência, questiona esse pai que acabará de chegar a casa dizendo: "É assim que o seu filho recebe você em casa após um dia inteiro de trabalho?" E o pai imediatamente responde a voz com um tom de gozação: "Jovens, jovens. Jovens são assim mesmo. Vivem cada um no seu próprio mundo. Isso é normal". Depois de passar pelo filho, ele vai em direção a seu quarto e passa pela filha, que está atenta ao celular e não o cumprimenta. E novamente a voz interrompe seu caminhar e pergunta: "E sua filha, que não é mais tão jovem assim, não vai te cumprimentar com uma palavra ou um abraço?" E novamente ele responde: "Isso é normal". Então, no corredor da casa, ele finalmente trava o primeiro diálogo com alguém. Sua esposa, sem olhar para ele e sem entusiasmo nenhum, pergunta: "Trouxe o pão?" Dessa vez a voz fala mais forte e inquisitiva: "Nem sua esposa levanta para te recepcionar depois de um dia de trabalho?" E com uma resposta pronta ele fala: "São vinte anos de casamento. Você acha que as esposas vão receber seus maridos na porta com um beijinho, dizendo eu te amo depois de anos de casados? A vida é assim mesmo. Isso é normal".
         Ao passar por toda sua família ele vai tomar banho. Ao sair, ele se dirige para a cozinha, tira seu prato do forno, senta-se á mesa e começa sua refeição silenciosa, se não fosse o barulho dos carros que vem pela janela. Novamente a voz diz: "Você vai jantar só? Toda sua família esta em casa e você vai jantar sozinho?" Ele novamente responde: "Cada um tem sua vida, seus afazeres. Você sabe que é assim mesmo. As famílias hoje em dia são assim. Isso é normal. (...)
      Ele vai para o seu quarto, deita-se na cama, liga a TV e assiste a um filme de ação só para relaxar, enquanto sua esposa está vidrada em uma rede social. Agora, em tom de desespero, a voz questiona: "Você não vai conversar sobre o seu dia com sua esposa, fazer carinho nela ou fazer amor?" E de forma ríspida o homem responde a voz que questiona toda sua vida: "Você não percebe, que temos vinte anos de casados, que é assim mesmo? Todo mundo vive assim! E pela milésima vez: Isso é NORMAL! Minha esposa gosta de rede social e eu gosto de filmes de ação, e proto"
     Passada uma hora, (...) a esposa já esta dormindo e ele, mesmo exausto, não sente sono, tenta dormir, mas não consegue. Desliga a TV e permanece com os olhos abertos. Sem conseguir relaxar, a alternativa é tomar um "remédio para dormir". Ele toma um comprimido, que não faz efeito. Depois de tomar o segundo comprimido, a voz já cansada de seu dono e estilo de vida pergunta mais uma vez: "Vai tomar dois comprimidos para dormir?". E também cansado de ter sua vida confrontada por essa voz que não lhe dá trégua, ele responde pesadamente: "Quem não toma remédio para dormir? Hoje em dia todo mundo toma. Isso é normal". Então, uma hora depois de tomar o segundo comprimido o sono vem. Um sono superficial, respiração pesada e uma apneia noturna assustadora.
       O celular desperta indicando 6h30 da manhã. Ele levanta cansado e atrasado para ir ao trabalho e sai apressado sem se despedir dos filhos e da esposa. E a voz não perdoa e pergunta: "Você vai sair sem se despedir de seus filhos e sua esposa?". Ao que ele responde rapidamente: "Você não vê que estou atrasado, não tenho tempo para isso? Nesse mundo corrido, ninguém tem tempo para estar besteiras. É assim mesmo isso é normal".
       E antes de chegar ao trabalho ele já discutiu duas vezes no trânsito, sem contar os sinais obscenos que fez para os outros motoristas que tomou a sua frente. Desta vez, a voz se calou, não perguntou nem questionou. Apenas deixou ele seguir seu caminho de todos os dias. A voz da consciência se calou, foi vencida. E no lugar dela, surge uma nova voz. Uma voz que faz piada com a própria desgraça. Uma voz negativa, irônica e justificadora.
        Ao chegar ao seu trabalho, estressado e zangado, ele parou á porta, suspirou, respirou fundo e de cabeça baixa entrou. Entrou sem falar com ninguém, sem olhar para ninguém, sem cumprimentar seus colegas e foi direto para sua sala. Afinal, ele ia passar as próximas dez horas fazendo o que não queria fazer, com pessoas com quem não gostaria de estar e recebendo bem menos do que se achava merecedor. E antes que a voz da consciência o trouxessem para a sua dura realidade numa tentativa de acordá-lo para as boas possibilidades da vida, veio a voz pessimista e negativa do senso comum. E, de forma irônica e acusadora, a voz disse: "Isso é normal. Quem é que gosta do seu trabalho? A vida é assim mesmo. Tem de aguentar esse droga de trabalho chato enquanto não aparece nada melhor. Família para sustentar e contas a pagar. Isso é normal". Agora era uma voz negativa, pessimista que falava. E tudo o que ele fazia era dizer que aquilo tudo era normal.
       Ao final do expediente. no começo da noite, esse homem entra no seu carro, pega os mesmo engarrafamentos e chega á sua casa. Ali, parado diante da porta, olha para baixo, respira fundo e entra. E como quem assiste ao mesmo DVD, o filme se repete mais uma vez. Mais um dia em que aquele homem vive á própria e triste rotina. Um homem que na verdade não está vivendo e sim sobrevivendo á própria vida, agindo muito mais como coadjuvante do que como o autor da história da sua vida. E por isso aceitando qualquer papel disponível.
        Você conhece alguém que de uma maneira ou outra tem a vida parecida a com a do personagem acima? Você conhece alguém que vive uma vida precária ou limitada e talvez nem se dê conta disso? Você conhece alguém cuja a voz da consciência fala, grita, adverte, aconselha e implora por mudanças até o ponto de se calar? Uma coisa é certa e posso lhe garantir: NADA DISSO É NORMAL! Nós não podemos confundir o que é normal com o que é comum. Falar com a esposa friamente pode ser comum, mas não é normal. Tomar remédio para dormir pode ser comum, mas não normal. Não haver diálogo em casa pode ser comum em muitos lares, mas de jeito nenhum é normal. Estar acima do peso é comum, mas não é normal. As pessoas estão confundindo e transformando o que é comum em normal.
          Não se deixe levar pelo mundo ao seu redor e o que ele comunica. Não acredite que limitação é normal. Não acredite que solidão é normal. Não acredite que tristeza é normal. Tudo isso pode ser comum e corriqueiro na vida de muitas pessoas que permitiram, por ações ou omissões, contaminar-se e cair na zona de confronto dessa pseudonormalidade. No entanto, para você que está lendo entenda que nada disso é normal. (...)
       A experiência de vida e os resultados das outras pessoas pertence a elas. Nem é a sua experiência, muito menos sua realidade. Seus resultados é você quem vai produzir. Não é porque muitas pessoas vivem de determinada maneira que você também tem de viver assim. Você é dono da sua vida e deve viver de acordo com aquilo que acredita ser o melhor para você, e não da maneira que parece ser comum ás outras pessoas.
            Vou narrar a seguir o caso descritos anteriormente, porém de maneira incomum e talvez pouco vivida pela maioria das pessoas. E aí sim você vai compreender o que de fato quero explicar sobre o que é uma vida normal de verdade.
             Um homem chega de sua jornada de trabalho e, ao entrar em casa, seu filho mais novo corre á porta e o abraça, encosta a cabeça em seu peito, beija seu rosto e com interesse diz: "Oi, paaiii". E com um abraço e um beijo pergunta como foi o seu dia. Creia: esse relacionamento de pai e filho é normal. O pai mal consegue dar cinco passos, sua filha deixa o celular de lado e com muito carinho e doçura abraça seu pai, beija-o e o acompanha até a sala. Ao chegar á sala, é recebido pela esposa com um beijo apaixonado e um abraço terno, e com os olhos ela diz quanto o ama. mais uma vez, isso, sim é normal. Vou repetir: essa é uma vida normal. TUDO DIFERENTE DISSO É ANORMAL, DISFUNCIONAL E MEDÍOCRE. Depois de tomar banho, ele se senta á mesa da cozinha na companhia dos filhos e da esposa. E seu jantar é um momento especial de diálogo e amor em família ao redor da mesa, e não ao redor da TV. Isso é uma família normal. Depois do jantar  ele se senta com a esposa á mesa da sala e juntos planejam o orçamento do mês seguinte e veem que no mês corrente também houve uma boa sobra no orçamento do mês, que usarão para investir e para realizar os sonhos da família. Acredite, isso é possível e é uma vida financeira normal. Depois de fechar o orçamento do mês, toda a família senta-se junto a mesa da sala para jogar, brincar, conversar e talvez assistir a um filme que de fato vala a pena. Não tenho como não dizer mais uma vez: "Isso é normal". Com certeza, isso não é muito comum pra a maioria dos filhos e dos pais. Verdadeiramente, porém, isso é normal. Como já disse, qualquer coisa menos que isso é anormal, disfuncional e medíocre.
             Após um momento em família, é chegada a hora de dormir. O pai vai ao quarto de cada filho, faz um carinho, tem uma breve conversa particular, abençoa o sono e se despede com um boa-noite. Ele volta ao seu quarto e encontra a esposa na cama e ali eles conversam, compartilham seu dia, falam de suas dúvidas, de seus planos, de suas conquistas, sem distração da TV ou do smartphone, eles se amam com a maneira de olhar, com maneira de falar, fazer carinho e talvez até se amem fazendo sexo. O fato é que eles se amam. Isso é uma vida conjugal normal. Não importa se têm três anos de casados, quinze anos de casados ou com cinquenta anos de casados. Definitivamente, isso é  o normal de uma vida conjugal.
          Ele dorme cedo com uma sensação de preenchimento, de completitude, de que sua vida vale a pena ser vivida. No dia seguinte, acorda cedo, pensa em seus planos e sonhos futuros, vai fazer atividade física e depois saboreia um saudável café da manhã com boa parte da família depois vai trabalhar com entusiasmo energia. Como isso é maravilhosamente normal. Ao chegar a empresa, ele entra de maneira triunfal. Cumprimenta cada colega do trabalho com o olhar sorridente, sorriso sincero e palavras de otimismo. Ele é solícito e apoiador, querido, respeitado e reconhecido por todos como um perito no que faz. Esse homem sente enorme prazer em trabalhar e produzir. Ao acabar sua jornada de trabalho, ele é invadido por uma sensação gostosa de dever cumprido, de um dia superprodutivo. E antes de sair do trabalho, despede-se dos colegas e saí com um sorriso no rosto e ávido para chegar em casa, tudo se repete, de maneiras diferentes, mas com a mesma qualidade emocional, com os mesmo sentimentos. Essa é uma vida bem vivida, uma vida verdadeiramente normal e nada comum."

Entender a diferença entre COMUM e NORMAL, nos faz refletir e perceber como temos vivido. Você vive de maneira comum ou normal? Qualidade de vida é normal, é o que todos devemos querer e conseguir! Isso só depende de nós mesmos.
Mas como mudar de uma vida comum para uma vida normal? O primeiro passo é pensar diferente é dar valor as pequenas coisas da vida, é se importar mais com as pessoas e começar a agir com forme essa importância. Precisamos demonstrar mais ao invés de esperar que as pessoas demonstre á nós. Mudar não é fácil, mas já temos um começo, agora é só começar com passos pequenos até que voltemos todos a sermos normais.
      
       

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